sexta-feira, 27 de janeiro de 2012



Ele não acreditava no amor, e muito menos no destino. Não esperava que num mundo tão grande encontraria alguém que o completasse perfeitamente; até porque não precisava de reparos, certo? Ele estavam bem sem isso tudo. Estava razoavelmente feliz vivendo na falta de esperança; na falta de alguém; na falta de um coração. E ele criticava tudo que seus olhos enxergavam… Criticava os casais apaixonados que andavam de mãos dadas na rua e dois velhinhos sorridentes que via no parque central da cidade. Era tudo besteira. Tudo ilusão. Porque querendo ou não, isso sempre vai embora. Independente do tempo, da vontade, da necessidade ou do padrão. Sempre vai.
E então um dia o cético sentiu o que não queria sentir. Um dia qualquer, numa semana comum. Uma hora que não tinha nada de especial para acontecer… Mas que aconteceu. A única coisa que sabia é que não precisaria conhecer todas as garotas da face da terra para saber que ela era a ideal. Não teria a necessidade de sentir o cheiro de cada perfume incrustado em cada roupa de cada mulher dentro daquela sala para ter a noção de que aquele era o único que o deixava extasiado. Ele nunca iria se dar ao trabalho de enxergar o brilho de quaisquer olhos que encontraria pela frente, porque sabia que o único capaz de levar seu fôlego embora era o dela. E mesmo que não acreditasse, mesmo que fizesse o incrível esforço de deixar de lado… Ele não conseguia abrir mão. Porque ela não prezava pelo seu bem estar. Ela não fazia questão de sua presença e não dava a mínima importância para seu sorriso. Ela realmente não se importava com ele. E ainda assim isso não impediu que ela o salvasse. Não que fosse sua intenção, se é que me entende. É só que… Ele precisava de conserto, e ela era a única garota por ali que podia fazer isso. Ainda que não soubesse. Ainda que não quisesse. Era ela. Ela e mais ninguém. 

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