“Eles eram exatamente iguais. Coisa que os fariam não dar certo nunca. Mas de certa forma, eles se completavam. Mesmo gostando das mesmas coisas, tendo as mesmas mudanças de humor, a mesma ignorância, o mesmo ciúmes, a mesma intolerância, a mesma falta de paciência, o mesmo estresse. Eles combinavam. Não eram nenhum yin yang, mas se completavam. De certa forma, meio esquisita, eles já não conseguiam viver sem o outro, sem os defeitos do outro, sem as qualidades. Porque ali, no meio de toda aquela igualdade, eles eram diferentes.Diferentes de um jeito bom. […] Mãos dadas todo o tempo. Abraços, beijos, carinhos, tapas, empurrões, xingamentos. De tudo um pouco. Mas sempre unidos. Prometendo amar e respeitar na saúde e na doença, na alegria e na tristeza até que a morte os separe.”
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