“Recuperei-me de um dos maiores tombos da minha vida. Olha, o tropeço foi dos grandes. Sei disso. Não faz muito tempo não. Pra mim, foi ontem o dia em que caí e já não tinha mais forças para levantar-me dali.Dali digo, aquele lugar que me assombrava, que me amedrontava.Quando eu estava lá, não via de onde tirar forças. Tirava do sorriso de um alguém. Mas não era suficiente. Aquele lugar assombroso parecia esgotar-me. Parecia retirar todas as minhas forças. — as poucas que ainda restavam — Lá, eu não passava de mais um. Eu tentava encontrar alguém ali, mas se eu era capaz disso, eu encontrava mais um alguém, assim como eu, mais alguém caído, sem forças. Aquele lugar era frio, faltava aquele calor. Calor humano. Calor da chama do amor que era tão acesa dentro de mim. Era um lugar carente. Carente de carinho. De amor. Carente. Faltava tudo lá. A única coisa que era possível de encontrar ali era dor. Isso tinha em abundância. Mas felizmente, sai dali. Não sofro mais. É, de vez em quando, as lembranças chegam com o vento. Dia sim dia não. Ou não. De semana em semana. De mês em mês.É algo desregulado. As lembranças simplesmente chegam. Com o vento. O vento bate forte e deixa-as aqui, atormentando-me. Mas o mesmo vento, bate forte outra vez e leva as mesmas lembranças pra bem longe daqui. Hoje posso dizer que sou feliz. Hoje, posso sair gargalhando pela rua. Hoje, posso ouvir aquela música animada. Hoje eu bato as asas e resolvo voar por aí. Sem destino. Sem data prevista para a chegada. Resolvo voar. E quando acho algum lugar onde eu me sinta bem, eu pouso. Hoje, sou livre para voar.
sábado, 7 de janeiro de 2012
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